Blog: o dia-a-dia de um documentário

16 04 2010

Por Paulo Scheuer

A partir de hoje, você poderá acompanhar o dia-a-dia do Trabalho de Conclusão de Curso “Egressas e refugiadas: saudades da terra, recomeço no Brasil”, realizado pelos alunos do 4º ano de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero Karina Gomes, Helton Gomes e Paulo Scheuer.

A ideia do blog é relatar o desenvolvimento do projeto, um documentário audiovisual sobre a história de algumas mulheres que atualmente vivem na Casa de Acolhida Nossa Senhora Aparecida, no bairro da Liberdade, em São Paulo. A instituição é mantida pela Congregação São Vicente Pallotti há 3 anos, por meio das irmãs palotinas, e recebe estrangeiras egressas do sistema penitenciário e refugiadas de outras nações, em conseqüência de conflitos étnicos, guerras ou qualquer outro motivo que implicasse na saída de seus países de origem. A Congregação foi fundada na Itália, em 1838, e chegou ao Brasil em 1933.

Mas antes, vou contar uma breve história sobre como entramos em contato com este tema, tão complexo e mal divulgado no Brasil. Em 2009, ainda no início do terceiro ano do curso, eu (Paulo) e a Karina estávamos pensando em alguma pauta para a produção de uma matéria radiojornalística para enviarmos à primeira edição do Prêmio CBN de Jornalismo Universitário. Entre listas de sugestões e um intenso “brainstorm”, um professor falou a respeito da Casa, mas sem dar muitas informações. Sabíamos apenas que ela acolhia mulheres estrangeiras que chegaram ao país ilegalmente.

Depois de algumas batidas de porta erradas e muitas andanças pelo bairro paulistano, encontramos, enfim, a Casa. Mas para fazer justiça à linguagem multimídia do blog, coloco abaixo o áudio da matéria enviada que, além de ter sido gratificante para nós, tanto do ponto de vista pessoal como jornalístico, ficou em primeiro lugar e foi veiculada em rede nacional.

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O documentário pretende ser uma espécie de extensão audiovisual do que você acabou de ouvir, mas focará algumas histórias do que chamamos em nosso roteiro de “personagens”, além de registrar informações de todos os órgãos envolvidos na longa trajetória dessas mulheres em busca da estabilidade, como a ACNUR, Polícia Federal, Ongs etc.

Como o doc tem um limite de duração (entre 30 e 40 minutos), este será o espaço em que divulgaremos tudo o que não couber, como entrevistas, fotos, vídeos, impressões, planos, ideias, rabiscos. Para essa tarefa, seremos acompanhados em todos os momentos pela nossa companheira capturadora de imagens não-oficial, a handcam.

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